E a Cigarra canta:

“…Eu vou,
Atrás do trio elétrico vou,
Dançar ao negro toque do agogô,
Curtindo minha baianidade nagô,
Eu queria,
Que essa fantasia fosse eterna,
Quem sabe um dia
A Paz vence a guerra,
E viver será só festejar.
Ê-ô, Ê-ô, laia”.

(Colaboradora Cigarra Numeróloga) – Adoro a Banda Mel, adoro essa música, está incluída no meu repertório noturno e na minha vida. Salvador é tudo isso que essas cigarrinhas perpetuaram em suas apresentações. A afirmação de que ‘baiano não nasce, estréia’, cabe mais ainda para a Salvador, pois, o total da soma de seu nome é o número Mestre “11″ que além de sinalizar uma forte veia artística dos seus filhos, leia-se população, também, traz consigo a vibração da grande ‘evidência diante do público’. Além disso, é uma cidade de perfil diplomático, cortês, gregário, sensível e de pavio curto dos seus habitantes. Entre no clima com a Banda Mel.

Salvador da capoeira, da música e dos ônibus incendiados

Salvador, como o próprio nome diz, traz a vibração da espiritualidade, por essa razão tão ecumênica. O aspecto negativo? Ah… Esse é o que impulsiona a intolerância, o ressentimento nos que optam, no seu livre arbítrio, por essas posturas. Muitos filhos dessa metrópole são ressentidos com ela e isso vem de longa data; Gregório de Matos, o “Boca do inferno”, como era chamado, tinha um ressentimento muito grande da ‘terrinha’, pois fora expulso do país, só retornando muitos anos depois para o Brasil, no Rio de Janeiro, pois, na Bahia não mais teria permissão de voltar. Morreu sem poder voltar à sua terra natal. Ele dizia algo mais ou menos assim: “Bahia, madrasta dos filhos teus, mãe dos estrangeiros”, era a sua queixa de artista, demonstrando sua mágoa; queixava-se de que essa terra não reconhecia seus verdadeiros artistas e muitas vezes isso só acontecia se fosse para fora dela ou somente após sua morte. Isso ainda acontece!

Salvador no mês de número 7 e suas consequências

A data de nascimento de Salvador, 29/03/1549, resulta na soma de seus algarismos, outro número Mestre, o nº ‘33’; Uma cidade que abraça as pessoas, que adora seus visitantes, enfatiza mais uma vez a veia artística e criativa. ‘33’ A mais alta vibração Mestre voltada ao misticismo e um desejo enorme de paz. Salvador é musical, disso não há dúvida, é a grande mãe que abriga nesse celeiro, todas as vertentes sonoras, da Bossa Nova, Tropicália ao Pagode.

Salvador é feliz na sua natureza como os cordeiros e não gosta e nem sabe lidar com os lobos. É por essa razão que o mês de setembro, que para essa Metrópole, é um “mês pessoal” 7, uma energia de estagnação, perplexidade. Salvador está doente, pois o nº 7 é o número que traz, muitas vezes, doenças, depressão; Salvador está doente no seu coração, que é a paz. As chagas? Estão nos ataques aos postos policiais, nos deixando inseguros; nos ônibus incendiados e, o pior, na sua estrutura; O ‘7’ simboliza quebra de estrutura, em todos os sentidos.

Salvador do Pelourinho, do Elevador Lacerda e dos ataques aos postos policiais no mês de setembro

Infelizmente estaremos reféns dessa situação, mesmo que amenizada, até o final do mês. Salvador vive o seu Calvário. A grande alternativa seria uma corrente, grande mesmo, de orações e aproveitar o aspecto positivo do “7″, o número da espiritualidade. Durante o mês de setembro, o portal está aberto para alcançarmos as nossas graças.

“OS HOMENS DEVEM TER CORROMPIDO UM POUCO A NATUREZA, POIS NÃO NASCERAM LOBOS E ACABARAM SE TORNANDO LOBOS.” (Voltaire)

Assista a reportagem da Globo sobre os ônibus incendiados em Salvador, exibida hoje, 11 de setembro de 2009.

Rosa Cristinna Campos, a cigarra numeróloga do Blog do Valdikim

Namastê! Rosa Cristinna Campos, numeróloga.

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