O Detetive Particular embarca no Airbus 330, voo 447 da Air France junto com o corno da Égua no Cio.

Histórias do Valdikim, Humor

Perseguindo o corno, digo, o Corvo Austríaco, o detetive embarca no vôo 447.

Depois que a Égua no Cio relatou tudo que ocorreu quando o seu marido, o Corvo Austríaco, lhe pegou na cama com o Cavalão, todos os detalhes da viagem investigativa para Áustria foram acertados, com a intenção de encontrar a amante do corno, digo Corvo, na Europa. Dona Égua no Cio desconfia que exista uma Pombinha Branca Européia na vida de seu Corvo Austríaco.

Na sala de embarque internacional do Aeroporto Tom Jobim no Rio de Janeiro, o Investigator, nosso Detetive Particular Jacaré, aguarda a última chamada para embarcar no Airbus 330, vôo 447 da Air France, rota Rio-Paris.

O Corvo Austríaco não conhece o Jacaré detetive que procura conversa:

– Gostou do Rio de Janeiro, seu Corvo?

Perguntou o Jacaré ao Corvo, que lhe olhou com uma cara de não entender. Reservado, nada lhe respondeu verbalmente. Ainda insistindo, o nosso detetive Jacaré faz uma nova pergunta:

– Está nervoso com a viagem de avião, não é mesmo? Fique tranqüilo, avião é o meio de transporte mais seguro. Mas, cá pra nós, eu to com medo sim, preferia ir até nadando, vou tomar um tranqüilizante assim que embarcar.

Mesmo com toda prosa do Jacaré, o Corvo não quer conversa. No sistema de alto-falante ouve-se a última chamada para o embarque do vôo 447. A fila se forma e todos entram no avião que decola para França.

Muito nervoso com a viagem de avião, assim que entra no Airbus 330 seu Jacaré toma um tranqüilizante e vai dormir.

Sonha que esta comendo um Corvo, mas quando acorda está vendo estrelas do mar, peixes, tubarões, no meio de fortes ondas e percebe que o seu sonho virou um pesadelo. Olha pro lado e vê o Corvo agarrando-se debaixo do temporal, num pedaço da asa do Airbus 330 da Air France que caiu no Oceano Atlântico. Um reboliço no mar e um clarão enorme se formou.

As fortes correntezas levaram seu Jacaré ao encontro de dona Tartaruga Marinha no fundo do mar, que lhe indicou a rota certa para Áustria pelas profundezas do Oceano Atlântico.

O Corvo Austríaco deve ter ido voando para Áustria.

Mas essa é outra história. Será que o corno sobreviveu à tempestade? Digo, será que o Corvo sobreviveu?

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